Antes de iniciar esse post com o resumo da viagem, devo avisá-los que não atualizei o blog durante a estadia em Cuba, pois lá a Internet era muito lenta e cara.
12/09
Ao chegarmos ao hotel, por volta das 16h, conversamos com o porteiro, que nos informou das férias escolares e que acreditava não ter aulas, ainda, na Escola Nacional de Ballet. Ficamos doidas e fomos até a escola (que era do lado do hotel), lá conversamos com os seguranças que disseram ter sim aulas e que deveríamos voltar no dia seguinte e conversar com Ramona, adiretora.
13/09
Logo cedo fomos para a ENB conversar com a Ramona. Ao apresentarmos nosso projeto ela disse que não autorizaria as fotos por não termos passado pelo ministério da cultura e também porque não havia recebido nada antes (apesar de termos enviado em junho o nosso projeto). Outro argumento usado pela diretora foi o de que os alunos haviam voltado de férias (dois meses) e ainda faziam preparação física, portanto as aulas eram mais leves.
Então conversamos com Henrique, um dos professores da escola que nos levou para conhecer o prédio e ele disse que a Escola Alejo Carpentier já estava tendo aulas. Fomos até lá, onde uma professora nos recebeu e disse que deveríamos pedir autorização para a Província da Cultura. Lá, esperamos mais de uma hora para recebermos a notícia de que esse tipo de autorização só era emitida pela CNEART (uma associação de escolas de arte de Cuba). Como estávamos do lado do Museu nacional da Dança, resolvemos conhecê-lo.
O MUSEU
Pagamos 3 pesos cada uma para entrar no museu. Uma prédio antigo, muito bonito. Lá trabalham senhoras já de bastante idade com algum conhecimento em ballet (o que constatamos não ser raro na Ilha). Fomos atendidas pela Dora, de 75 anos e qual foi nossa surpresa ao descobrirmos que sua neta, Yanela Piñera, era uma das bailarinas principais do Ballet Nacional de Cuba. Dora tem uma história muito interessante que vale um post dedicado à ela, portanto não entrarei em detalhes agora. Ela foi citada agora por ter nos ajudado a fotografar o museu (lá eles cobravam 5 pesos a mais para fotografar), mas ela nos permitiu fazer as fotos sem cobrar os cinco pesos.
O Museu tem uma sala dedicada às artes plásticas com referência à Alicia Alonso e uma sala somente com a história de Alicia.
Saindo do museu, seguimos para a CNEART, que ficava bem longe de onde estávamos. Ao chegarmos lá, fomos informadas de que não conseguiríamos autorização por ser algo muito burocrático. Então sugeriram que tentássemos fotografar o Ballet Nacional de Cuba ou o Centro ProDanza, que são independentes.
Quase sem esperanças, com mapa na mão, suor no rosto e ombros castigados pelo forte sol, lá fomos nós procurar uma avenida mais movimentada para conseguirmos um táxi. Achamos a 5º avenida que, até agora não sei ONDE fica no MAPA (parece um lugar a parte em Havana).
Ficamos um bom tempo esperando passar um táxi. Quando o primeiro surgiu, estava ocupado, e logo atrás veio outro que nos ofereceu serviço... aceitamos. E por uma obra do destino, o motorista era amigo de um bailarino do Ballet Nacional, o Félix Rodriguez. Então, o taxista disse que nos ajudaria.
NO BALLET NACIONAL DE CUBA
Chegando na sede do Ballet Nacional de Cuba, fomos atendidos por Miguel Rodriguez, um dos professores e melhor amigo de Félix. Miguel nos disse que Félix estava reformando sua casa e por isso não havia ido ao BNC naquele dia. Mas, conversando com Miguel, descobrimos que meu professor de Ballet aqui do Brasil, Roberto Rosa, havia sido seu aluno. Assim, já fomos fazendo amizade. Miguel disse para voltarmos na manhã seguinte que o Félix diria se poderíamos fotografar ou não o BNC.
Voltamos para o hotel com um pinguinho de esperança.
14/09
De manhã, logo cedo fomos fazer algumas fotos de paparazzi dos alunos da Escola Nacional de Ballet. Depois seguimos, com os dedos cruzados, para o Ballet Nacional de Cuba. Lá, encontramos Miguel que nos levou até outro prédio do BNC onde Félix fazia aula. Esperamos o término da aula e fomos com Félix até a sede principal, onde ele liberou nossa entrada (uma concessão rara). Fomos até uma sala de aula e ele nos instalou em um mesanino sobre a mesma, de onde poderíamos fotografar sem sermos notadas e sem atrapalhar o bom andamento da aula. Ficamos ali "escondidas" tirando fotos.
Mas não era uma aula qualquer!
Foram 400 fotos em uma hora, simplesmente da aula das bailarinas principais (conhecemos a neta de Dora, Yanela) e também uma audição dos recém formados na Escola nacional de Ballet que pleiteavam uma vaga no BNC!
Missão cumprida! Fotos feitas, agora era só fazer turismo....
17/09
Como não nos contentamos com pouco, na segunda-feira fomos até o PróDanza (de Laura Alonso) fotografar mais um pouco. Lá fomos super bem recebidas e conseguimos fazer mais fotos.
Trabalho garantido, hora de ir embora.